sexta-feira, 17 de maio de 2013

Lavrov nega ligação entre fornecimento de mísseis S-300 à Síria e ataques aéreos de Israel



A decisão de fornecer à Síria mísseis antiaéreos S-300 não está ligada aos ataques aéreos de Israel a esse país; ela foi tomada muito antes desses acontecimentos, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.

“Basicamente, os sistemas antiaéreos são fornecidos para proteger o país-cliente de ataques aéreos. Mas esses contratos tinham sido celebrados muito antes da altura em que a Síria foi atacada pelo ar, no ano passado e agora”, disse ele em entrevista ao canal de TV libanês Al Mayadin.

Fonte: A voz da Rússia.

Exército sírio estabelece alvos em Israel




O Exército sírio estabeleceu alvos em Israel a serem atacados no caso de novos ataques aéreos israelenses contra o território sírio, revela a televisão estatal síria.

As fontes oficiais informaram a televisão síria de que as tropas foram ordenadas a responder a qualquer ataque proveniente de Israel, sem esperar por novas ordens do Alto Comando. A Síria também deu a "luz verde" aos ataques palestinos contra Israel a partir das colinas de Golã ocupadas.

Fonte: A voz da Rússia.

ONU aprova resolução unilateral contra a Síria; Brasil se abstém



A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (15) uma resolução sobre a Síria, apresentada pelo Catar, condenando o governo do presidente Bashar Al Assad.


No total, 107 países votaram a favor da resolução, entre eles os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, 12 votaram contra e 59 países se abstiveram. Irã, China, Rússia, Bolívia, Nicarágua, Equador, Venezuela, Cuba e República Popular Democrática da Coreia se encontram entre os países que rechaçaram a resolução. África do Sul, Índia e Brasil estão entre os países que se abstiveram. 

A resolução não respeita a soberania da Síria, contribuirá para agravar o conflito e dará força à oposição, além do mais pode minar os esforços diplomáticos e iniciativas, como a acordada recentemente entre a Rússia e os Estados Unidos, para promover um diálogo entre as partes implicadas na crise, advertiram os países contrários à iniciativa.

O Irã pediu uma solução política para pôr fim à crise na Síria, sublinhando que todos os países deveriam ajudar a facilitar um processo de paz no país árabe.
Ao criticar a aprovação da resolução por não ter em conta as recentes agressões do regime de Israel à Síria, o representante iraniano na ONU, Mohamed Jazai, insistiu em que a presença de grupos terroristas apoiados desde o exterior na Síria põe em perigo a estabilidade e a segurança de toda a região, e culpou os grupos armados sírios de usar armas químicas contra os cidadãos do país.

Previamente, ao discursar na sessão da Assembleia Geral, o embaixador sírio na ONU, Bashar Yafari, qualificou a mencionada resolução de “unilateral”, por não proporcionar uma solução política ao conflito sírio.

Yafari culpou a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia de sabotar a missão das Nações Unidas em seu país.

Com agências

Fonte: Portal Vermelho



Rússia envia mísseis "mais avançados" para a Síria




Ministro dos Negócios Estrangeiros russo diz que o país está apenas a cumprir contratos já assinados. Israel reafirma que tem o direito de se defender.

A Rússia enviou uma remessa de mísseis antinavios Yakhont para a Síria, numa demonstração de que continua a apoiar militarmente o regime de Bashar al-Assad.

Segundo a edição desta sexta-feira do The New York Times, que cita responsáveis norte-americanos não- identificados, esta não é a primeira vez que Moscovo envia mísseis Yakhont para Damasco, mas os modelos agora em causa estão equipados com um sistema de radar mais avançado, que os torna mais eficazes.

As fontes contactadas pelo jornal norte-americano afirmam que o sistema de mísseis Yakhont vai proporcionar ao regime de Bashar al-Assad um meio poderoso para fazer frente a um eventual embargo naval imposto por forças internacionais, devido à ameaça que representa para qualquer tipo de embarcação.

"Permite que o regime impeça forças estrangeiras de apoiarem a oposição a partir do mar, ou de desempenharem um papel mais activo no caso de ser instituída uma zona de exclusão aérea ou um embargo naval", disse ao The New York Times Nick Brown, director da publicação Jane's International Defence Review.

A notícia surge numa altura em que Estados Unidos e Rússia preparam uma conferência internacional, que poderá decorrer já no próximo mês, e que deverá contar com a presença de representantes do regime sírio e da oposição. Numa recente visita a Moscovo, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, repetiu a oposição oficial dos EUA sobre a venda de armas à Síria: "Acho que deixámos bem claro que preferíamos que a Rússia não desse apoio."

A notícia avançada esta sexta-feira pelo The New York Times já foi comentada pela ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni: "O envio de armas para a Síria não é, obviamente, um elemento positivo e não contribui para a estabilização da região, muito pelo contrário." A ministra, que integra também o gabinete de segurança israelita, deixou claro que "Israel tem o direito de se defender".

Surpreendido com as reacções à notícia do envio de mísseis Yakhont para a Síria, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse esta sexta-feira que não percebe "por que é que os media estão a tentar criar comoção à volta disto". "Não escondemos que fornecemos armas à Síria no âmbito de contratos assinados, sem violarmos qualquer acordo internacional e a nossa própria lei. Enviamos principalmente sistema antiaéreos, que não criam qualquer desequilíbrio de poder na região nem proporcionam quaisquer vantagens na luta contra a oposição", declarou o ministro russo, citado pela BBC.

O New York Times avança que a mais recente remessa de armas da Rússia para a Síria foi contratualizada em 2007 e que os primeiros mísseis chegaram a Damasco no início de 2011. Mas os responsáveis norte-americanos citados pelo jornal dizem que os mísseis mais recentes estão equipados com radares mais avançados, que permitem ultrapassar as defesas dos navios de guerra.

Em Defesa da Paz e Contra a Ingerência Externa na Síria


As organizações abaixo-assinadas acompanham com extrema preocupação a escalada do conflito armado na Síria.

Consideramos que não há solução militar para o conflito na Síria, que deve ser resolvido pelo povo sírio, sem nenhum tipo de ingerência externa.

É nestes marcos que condenamos o ataque militar promovido, no recente dia 5 de maio, pelas forças armadas de Israel contra o território sírio, provocando centenas de mortes e a destruição de prédios, propriedades públicas, privadas e infraestrutura, além de um centro científico de pesquisa, entre outros, em Jamraya perto de Damasco.

As entidades brasileiras abaixo assinadas se solidarizam com o povo sírio e condenam veementemente estes ataques.

Reafirmamos a necessidade dos organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral a se manifestarem e condenarem este crime contra a soberania de Síria. 

Apoiamos as iniciativas propostas pelos países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e apoiamos a posição do Brasil Expressada pela Exma. Presidenta Dilma Rousseff na última reunião dos BRICS na África do Sul e dos aliados dos BRICS, na solução do conflito e incentivamos as conversações que tenham por base os acordos de Genebra.

Reafirmamos: Não existe solução militar para o conflito na Síria.

A solução é via o Diálogo Nacional.

PT – Partido dos Trabalhadores
PCdoB – Partido Comunista do Brasil
PPL – Partido Pátria Livre
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CUT –  Central Única dos Trabalhadores
CONTEE –  Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino
CONAM –  Confederação Nacional da Associação de Moradores
FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres
UBM – União Brasileira de Mulheres
CMB – Confederação das Mulheres do Brasil
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
MST – Movimento dos Sem Terra
UJS – União da Juventude Socialista
Federação Árabe-Palestina do Brasil – FEPAL
Cebrapaz – Conselho Brasileiro Pela Paz
Federação de Entidades Americano-Árabes – Fearab América
Federação das Entidades Árabe-Brasileiras do Estado de SP – Fearab/SP
Associação Cultural José Marti da Bahia e Paraná
Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos do Povo Palestino
GT Árabe – Grupo de Trabalho Árabe
Oriente Mídia – www.orientemidia.org
Instituto Jerusalém do Brasil
Revista Zunái
Revista Sawtak
Gazeta Árabe – Al Nur
Associação Cultural Sírio-Brasileira
Associação Feminina Crescente Fértil do Brasil
União Cultural Árabe Brasil – Al Baas
Centro Cultural Árabe Sírio
Sociedade Beneficente Islâmica Alaouita de São Paulo
Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT/RP
Jornal Água Verde/PR
Movimento Democracia Direta/PR
Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos do PR
Sociedade Muçulmana do PR

Rússia envia doze navios de guerra à Siria



Segundo informe publicado no diário norte-americano The Wall Street Journal, a Rússia enviou doze ou mais navios de guerra ao porto sírio de Tartus, a oeste do país, para patrulhar as águas sírias e deixar claro que não irá permitir aos Estados Unidos, ao regime de Israel e outros países ocidentais intervir no país árabe.

O governo de Moscou, segundo contratos já firmados, fornece equipamentos militares, entre eles mísseis terra-mar e mísseis mar-mar, à Síria. 

A Rússia, ao contrario dos países ocidentais que se aproveitam da situação na Síria e intervêm nos assuntos internos do país árabe, enfatizou que a solução do caso sírio deve ser alcançada por vias políticas e diplomáticas. 

A Síria, desde março de 2011, sofre interferências de alguns países ocidentrais e  regionais que brindam abertamente seu apoio financeiro, armamentista e logístico aos grupos armados, cujo propósito é derrubar o governo de Bashar al-Asad. 

As autoridades de Damasco, por seu lado, reiteraram em várias ocasiões que a crise síria é orquestrada do exterior, pois grande parte dos terroristas que lutam no país são estrangeiros.

tas/nl/hnb 
          

Número estimado em 700 dos mercenários europeus na Síria


A imprensa síria informa hoje que cerca de 700 cidadãos europeus nesta luta nação como mercenários, os membros dos grupos de oposição lutando para derrubar o governo do presidente Bashar al-Assad.

Os relatórios são baseados em declarações de ministro do Interior alemão, Hans Peter Friedrich, que revelou a véspera de figura durante uma conferência de imprensa em seu país.

O aviso do Destaque mídia Friedrich às autoridades da União Europeia (UE) sobre a necessidade de leis para impedir estas tropas para retornar a seus respectivos países, pelo menos nos próximos dois anos.

Esta proposta será apresentada no próximo mês, durante uma cimeira de alto nível da UE, acrescentou.

Agência de notícias SANA preciso que este é o primeiro reconhecimento dos serviços de inteligência de um dos governos ocidentais sobre a presença de terroristas neste país levantino.

Funcionários em Berlim dizem procurando 40 pessoas que saíram no ano passado na Alemanha com passaportes daquele país para a Síria, para participar de grupos islâmicos que defendem impor um califado regido pela sharia (lei islâmica), disse.

Da mesma forma, o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, reiterou ontem a rejeição de seu país a enviar armas para a chamada revolta da Síria, percebendo que há garantias de equipamentos militares de cair nas mãos de terroristas.

Os governos do Reino Unido e França mostraram a intenção de armar irregular aberto, a fim de promover o que eles chamam de mudança de regime em Damasco.

Fonte: Prensa Latina